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Cidade

História do nome

Diversas versões chegam para explicar a origem do nome do município. Cada história contada e a maneira peculiar que cada um desenvolve sua narração, em épocas e situações diferentes, nos levam a pensar sobre as versões, analisando as possibilidades da origem do nome do município estar fundamentada em relatos da memória oral, em documentos comprobatórios e na existência de plantas, ainda preservada pela riqueza natural da região. Seguem algumas dessas versões:

Em razão da planta Não-Me-Toque, tendo origem na vegetação dasyphyllum spinescens, composta por um arbusto de tronco curto, recoberto de espinhos de 3 a 5 cm de comprimento, agrupados de 3 em 3 ao longo do caule. A planta conhecida como Sucará ou Espinho de Santo Antônio, e mais popularmente como não-me-toque, é abundante em nossa região.

E em razão da existência da Fazenda Não-Me-Toque, na época das instalações das fazendas pelos portugueses em 1827, muitas recebiam denominações como: Invernada Grande, Pessegueiro, Invernadinha, e uma delas, pela denominação nos chama atenção, pois denominou-se Fazenda Não-Me-Toque. Sua existência é confirmada por uma escritura pública encontrada no Cartório de Registro de Imóveis de Passo Fundo, datada em 20 de julho de 1885.

Existem outras versões como a que envolve os índios, e a do primeiro fazendeiro da região, porém menos conhecidas. As mais popularmente difundidas são as acima citadas, com fundamentação genealógica ou documental, ou ainda, fundamentadas nas pesquisas botânicas, como é o caso da versão relacionada à planta.

A rede hidrográfica do município de Não-Me-Toque é formada pelos rios Glórias, Colorado e Cotovelo e pelos arroios Mantiqueira e Arroio Bonito.

Inicialmente o município era composto predominantemente de florestas que se caracterizavam-se pela presença de pinheiros brasileiros (araucária), o restante eram florestas ciliares ou de galeria, capões e campos sujos.

Atualmente 4% da área do município é composto por florestas nativas e exóticas. Nas florestas nativas as espécies mais características são a araucária, o angico e as canelas, nas exóticas destaca-se o eucalipto.

O solo do município pertence a unidade ou mapeamento, classificado como latossolo roxo distriófico, que significa que é um solo profundo, de textura argilosa pesada.

História da colonização

As terras do hoje município de Não-Me-Toque, como em outros municípios da região, tiveram a presença de índios como primeiros habitantes nativos.

A partir de 1827, começaram a chegar na região do Planalto Médio elementos lusos, iniciando a atividade pecuária nas grandes estâncias por eles instaladas.

Em meados do século XX, os descendentes de italianos e alemães buscaram na Colônia Nova do "Alto Jacuhy" (hoje Alto Jacuí) melhores condições de vida e, nos lotes de terras adquiridos, começaram a dedicar-se à agricultura e à extração de madeira, bem como instalação de pequenas fábricas e casas comerciais, tornando Não-Me-Toque sede da Colônia do Alto Jacuhy (1900).

A religião e a educação foram sempre as molas propulsoras do pequeno povoado que passou à vila, fazendo parte das terras de Rio Pardo, Cruz Alta, para posteriormente tornar-se distrito de Passo Fundo e Carazinho.

A partir de 1949 começam a chegar os imigrantes holandeses e o município passa a ser o berço da imigração holandesa no Rio Grande do Sul.

Em 18 de dezembro de 1954 foi criado o município de Não-Me-Toque, sendo instalado em 28 de fevereiro de 1955.

Em 1976, a população, através de um plebiscito, optou pela antiga denominação de Não-Me-Toque Depois de intensas campanhas.

 

 

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